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30.10.03
Pira
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(versão 176b - série "pensamentOcioso") Para hoje o melhor seria mesmo que fossem gordinhos, bem rechonchudos... daqueles com uma camada adiposa, dos que derretem facilmente e que assim nos agasalham. Este frio é uma verdadeira tortura, que digo eu? Só hoje foram condenados pelo Tribunal da Inquisição dois hereges, pena serem assim para o Joana D'Arc, pouco combustível para tanto enregelamento. 25.10.03
Pira
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(versão 167a - série "pensamentOcioso") Assisto impávido e sereno à morte que me consome lentamente e, enquanto isso, aproveito para acender mais um cigarro que as labaredas são umas oferecidas. Soubera eu que o esfumar tinha a virtude de poupar-me ao gesto de produzir o início do consumo do alvo rolo do prazer interdito e ter-me-ia churrascado mais cedo! Claro que o meu cheiro pútrido deve incomodar muita gente, vejo-os blasfemando na minha direcção com cartazes que empunhados gritam palavras a negro escritas, cor de mim que já cá não estou: morto então. (dedicado ao comentador Fumadora | 22-10-2003) 23.10.03
Regular mente
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(versão 166r - série "trabalho") Como não se pode fumar dentro das instalações a maior parte dos trabalhadores nem chega a entrar. E até há quem tenha começado a fumar para assim não poder trabalhar. O melhor será dizer mesmo que enquanto se trabalha não se fuma, mas fuma-se para não trabalhar. O nosso regulamentador sempre atento já fez publicar uma tabela que muito nos ajuda a todos, não a controlar o vício, mas justamente a estabelecer correspondências entre o número de cigarros e o tempo de inacção. E são simples as contas: se fumar 1 cigarro a cada 5 minutos só preciso de fumar 12 cigarros para estar uma hora inactivo. 1 macito ocupa-me durante quase 2 horas. Mais ou menos 4 maços e o dia está ganho! Claro que fumar só faz mal a quem trabalha! 19.10.03
Fumar mata!
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(versão 156b - série "pensamentOcioso") Quase que não me atrevia a partilhar o que vi. Mas acreditem no que de seguida vos ofereço à vista pelo testemunho transmitido pelo teclado que dedilhei: um assalto a uma dependência bancária! É verdade! Um meliante, cedo ainda, irrompe pelo banco e dispara palavras de ordem que a custo entendi, não sei se pelo pavor sentido se pelo capuz que preservava o autor deste assalto à mão armada de dois, sim dois! maços de tabaco. Consegui ainda divisar, apesar de estar deitado no chão e com as mãos sobre a cabeça, o acto terrível que o assaltante submeteu o caixa do banco: enfiou-lhe um cigarro na boca! Claro que levou tudo o que quis. 16.10.03
Estou convocado!
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(versão 146c - série "desporto") Vocês, os poucos que lerem o que de seguida aí vai: coragem. Vamos todos estar em jogo em 2004. Eu, devo confessá-lo, estou em jogo há já bastante tempo, alguns de vós também estarão, outros ainda menos... mas Portugal já há muito. Do primeiro treinador à também primeira dinastia... vergonha! Só? Claro que não! Aos depauperados castelos... novíssimos estádios da evolução... dos portugueses. Deve ser por isso que a nossa produtividade é tão baixa. E em 2004 ainda mais: vamos estar ainda mais tempo sentados. Mas hosana que há solução para que os fervorosos adeptos da lusitanidade se descadeirem e em pose altaneira que somos muitos e bons: o árbitro. Eis o verdadeiro dinamizador, o incrementador da produtividade nacional. E toma lá mais um chuto! 13.10.03
Vontade
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(versão 138j - série "pensamentOcioso") De beber. Eu que não bebo. Então não é que os rótulos nossos amigos, sim nossos, de todos e principalmente dos que não bebem, nos alertam para os seus malefícios? Qual besta despudorada que de repente se lembra que com moderação sou mais consciente? E publicitam a amizade regada a álcool, o reencontro no fundo do copo, o brindar à saúde! Só se for de quem não bebe? E quando nos martinizam com aquelas garrafas top-model mais os seus esguios copos? Sim, vou começar a embebedar-me... gosto de estar no lado de lá, do lado de lá. E vomito-vos tudo o que sei. Com moderação, claro! [O Anjo Élico recomenda: se é moderado ou moderada, beba!] 10.10.03
Vontade
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(versão 132i - série "pensamentOcioso") De fumar. Eu que não fumo. Então não é que os maços nossos amigos, sim nossos, de todos e principalmente dos que não fumam, nos alertam para os seus malefícios? Qual besta despudorada que de repente se lembra que tem na boca pendendo o roliço alvo que o prazer não oculta e que por isso mesmo é impotente... que o seu esperma outrora "mais branco não há!" repousa no cinzeiro tolhido de vergonha pelo vício... que o trai. Que o cancro de não sei de quê afinal é filho do maço! E que a vida afinal se esfuma... Sim, vou começar a fumar... gosto de estar no lado de lá, do lado de lá. 5.10.03
Praxe
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(versão 122a - série "vícios") E vê-los a todos de negro vestidos quais necrólogos corporativistas que altaneiros desafiam os imberbes ainda que para o ano serão também eles o sujeito daquilo a que pomposamente se denominará. E o corporativismo atávico rebaptiza-os a todos e as marias e os josés de Portugal de prefixo Dr. e Eng. são muito bem acolhidos... nos centros de emprego. Por isso disfarçam-se e põem-se a quatro na rua e despem-se de preconceitos e doutoram-se em comas alcoólicos e desvirginam-se porque também já o foram e borram-se apalhaçadamente e... não querem pagar propinas... ou os pais deles? Claro! E nós todos que os subsidiemos. Sim, Sr. Dr. já se pode levantar. Tirou o ticket? 1.10.03
Vontade
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(versão 109h - série "pensamentOcioso") E não vos apetece por vezes, poucas é claro. Não direi que seja sempre mas há dias... em que tudo, ou quase, parece provocar-me a tal ponto que desejaria fazê-lo uma única vez, de uma vez só: Exterminá-los a todos! Distintos
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