eXtinto



6.4.07
Manuel Bandeira
(versão 2317a - série "artes")


O último poema

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.





Foto de Daniel Furtado

Comentários:


Distintos

Site Meter